Sinceramente, não encontrei melhor forma para ilustrar a parte mais "selvagem" da intervenção feita esta quarta-feira no parlamento pelo chefe da bancada parlamentar do maioritário. Enquanto Tarzan não chega, o que é facto é que o processo está a caminhar para uma direcção que não é, certamente, a mais recomendável, tendo em conta os prazos que a Constituição prescreve para a realização das eleições. No seminário promovido esta semana pelo Tribunal Constitucional, o seu Presidente, Dr. Rui Ferreira, disse que as eleições podem ser já convocadas nas próximas semanas. O impasse está-se a consolidar, tendo o MPLA emitido esta quarta-feira sinais (quase) definitivos de que o processo preparatório das eleições vai prosseguir "normalmente" com ou sem a presença da UNITA e dos seus aliados, a denominada "oposição radical", que no limite pode ir até a convocação e realização das eleições com o mesmo cenário actual. O braço de ferro é um facto. A Oposição, depois do que aconteceu no Parlamento, vai ter de reagir imediatamente, pois o país precisa de saber como é que vai caminhar daqui para frente. Como sempre em situações deste tipo, alguém de fora tem de ajudar, pois muito dificilmente os protagonistas conseguirão ultrapassar as divergências ou aproximar pontos de vista. Para ajudar nesta abordagem todos são bem-vindos, menos o Tarzan, devido ao conhecimento rudimentar que possui da língua dos humanos, entenda-se, angolanos...

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

LAC de volta aos telefonemas....


A Lac, Luanda Antena Comercial, anuncia para breve o surgimento de um novo programa chamado "Rádio Cidadania", para o qual os ouvintes podem telefonar colocando os problemas que querem ver abordados. 
Ainda não está claro se os telefonemas serão atendidos em directo ou se serão apenas registados em off para tratamento posterior. 
A ver vamos, pois tudo, em termos de avaliação, vai depender deste "insignificante" pormenor.
Em termos históricos, a LAC, com o saudoso "Livro de Reclamações" foi, no pós-abertura, a primeira emissora a utilizar o contacto telefónico com os ouvintes em directo, com uma agenda totalmente aberta a todos os temas e assuntos.
Por pressão política, o programa foi encerrado, já não me lembro bem ao fim de quanto tempo, tendo deste primeiro ensaio ficado na memória o famoso ouvinte que atendia pelo nome de Sérgio Godinho pelas contundentes críticas que fazia ao desempenho político do regime e muito particularmente do Presidente JES. Diz-se que o homem depois de localizado teve de abandonar o país por recear ficar sem a sua preciosa cabeça.
O primeiro debate das senhoras foi, entretanto, para o ar esta quarta-feira em substituição da "Sua Opinião", espaço que foi "bruscamente" retirado do Taxi Amarelo do João Armando e que fazia as delícias do auditório LAC, que participava dele em directo via telefone.
Por pura distracção só consegui ouvir a terceira e última parte do novo show da estação conduzido por Luísa Fançony, dedicada às questões internacionais, que, por sinal, esteve bastante animado no confronto de alguns pontos de vista das participantes. 
Como não ouvi todo o show não me é possível fazer para já uma apreciação de conjunto desta nova proposta da LAC no feminino, tendo, contudo, ficado mais ou menos claro, que Alexandra Simeão vai fazer a diferença para que o programa evite o risco de se transformar em mais um "coro religioso".